| Globo mostra comemoração de Pessach em SP, no Recife e em Jerusalém |
O Jornal Nacional, na sexta, dia 6 de abril, e no sábado, dia 7, mostrou a comemoração de Pessach no Brasil e em Israel. O correspondente Carlos de Lannoy entrevistou pessoas nas ruas de Jerusalém, abordando-as sobre o significado da festa. Veja. Em São Paulo, o programa lembrou a coincidência de datas, em 2012, de Pessach e da Páscoa. A repórter Neide Duarte mostrou a celebração das festas na família Semer, judia, e na família Campos, cristã. "Podemos aproveitar a feliz coincidência para celebrar como um símbolo de confraternização entre os povos, de aceitação das diferenças, e exemplo para o resto da humanidade”, disse Norma Semer. Assista à reportagem. No Recife, a Globo mostrou a importância para os judeus da confraternização familiar no Pessach, em reportagem na casa de Beatriz e Bernardo Schvartz. Veja. A TV Gazeta de São Paulo, lembrando a data, mostrou cenas do filme “Os Dez Mandamentos” e entrevistou o rabino Motl Malowany e o gastrônomo Breno Lerner. Assista à matéria. |
![]() Celebração de Pessach na casa da família Semer, em São Paulo. Reprodução. ![]() Celebração de Pessach na casa da família Schvartz, no Recife. Reprodução. |
O Pessach é conhecido como a Páscoa Judaica e é quando comemoramos o momento histórico da liberdade dos judeus que eram escravos do Faraó, no Egito. A liberdade tem inúmeros sentidos dentro do contexto das relações sociais. Entendê-la como deixar de estar sob o domínio de um povo é só uma das formas. No contexto da evolução das relações, a liberdade pode ser muito mais que simplesmente a ausência de submissão, de servidão ou de determinação. A liberdade é a autonomia, a espontaneidade de um sujeito racional, um elemento qualificador do comportamento humano. Para Descartes, age com mais liberdade quem melhor compreende as alternativas que precedem às escolhas. Portanto, a simples omissão da informação, a falta de transparência do conhecimento, a ausência do elemento comparativo, a rigor já criam de alguma forma caminhos para que as escolhas não aconteçam dentro da plena liberdade. Isso nos leva a imaginar se o mundo contemporâneo é de fato livre, ou se escravidões ainda existem, mesmo que sem a relação de subjugação. Torna-se evidente que não, e esta relevância é apontada por Philip Pettit, em sua construção da Teoria da Liberdade, na qual traz consigo implicações práticas na consecução das finalidades de uma democracia, que se apoia sob a ótica da liberdade da vontade. Existe a liberdade da vontade para todos e em todos os lugares, ou será que muitos ainda são escravos sem se aperceber desta condição? A Páscoa cristã celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu por três dias, até sua ressurreição. É um dos dias mais importantes da religião cristã. Muitos costumes ligados ao período pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera. Outros vêm da celebração do Pessach, a Páscoa judaica. É a morte para a vida, sendo que a última ceia partilhada por Jesus Cristo e seus discípulos narrada nos Evangelhos é considerada geralmente um Seder, o jantar de Pessach. Leonardo Boff, em seu livro “Jesus Cristo Libertador”, faz um ensaio de Cristologia, pensado e escrito dentro do horizonte da experiência da fé no ambiente latino-americano. O Jesus Cristo Libertador fundou uma mística poderosa de solidariedade e até de identificação com os pobres, contra a sua pobreza. O objetivo deste ensaio é reforçar a inspiração evangélica do compromisso pela libertação. Quem sabe por isso, mesmo que de forma instintiva e sem o conhecimento filosófico, Jesus na essência tenha sido em sua época um lutador pelas liberdades. O que desejo expressar é que o mundo, movido pelas diferenças, deixa de lado as semelhanças. Pessach e Páscoa não são formas diferentes de comemorar coisas distintas, mas podem e devem ser entendidos como objetos semelhantes. Quem não deseja liberdade? Quem não deseja o entendimento? Jesus era judeu. Portanto, quais são as diferenças tão evidentes que afastam as pessoas do entendimento? Ao desejar a todos uma Feliz Páscoa ou um Pessach Sameach [uma Páscoa judaica feliz], chamo a atenção para nossas convergências e nossas semelhanças. Chamo a atenção para que tenhamos um real compromisso com a transparência, como um todo, e com o conhecimento, em particular. Chamo a atenção para que lutemos pelas liberdades plenas, tendo a consciência de que um mundo melhor nasce a partir disso. O resto pode até colaborar para melhorar, mas não para a essência do pacifismo. Claudio L. Lottenberg Presidente da Confederação Israelita do Brasil |
“Você pode não saber, mas usa tecnologia israelense no dia a dia (...). É um país pequeno, menor do que Sergipe, mas uma potência quando o assunto é alta tecnologia”. Dessa forma, o âncora Eduardo Grillo abriu uma série reportagens da Globo News sobre o marcante desenvolvimento tecnológico de Israel. As matérias foram feitas pelo jornalista Ricardo Lessa e foram exibidas em três programas. 1) Projetos inovadores que nascem em universidades. Lessa visitou o Instituto de Tecnologia Technion, onde foi criado, por exemplo, o pen drive, e mostra a importância da transferência de tecnologia das Forças Armadas para o mercado civil. Veja trecho. 2) Empresas inovadoras, as start ups. Lessa mostrou, em Israel, uma cultura que valoriza o empreendedorismo. “Quase tudo que há de mais inovador em tecnologia está nas pequenas empresas israelenses”. Veja trecho. 3) As razões para Israel ter atingido alto nível tecnológico. O jornalista mostrou que investir em alta tecnologia foi uma decisão do governo israelense, que apostou na “economia do saber”, unindo forças com universidade e iniciativa privada. Veja trecho. Ricardo Lessa viajou a Israel a convite da Conib. |
![]() Globo News faz série de reportagens sobre o alto desenvolvimento tecnológico de Israel. Reprodução. |
O cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, enviou mensagem de Pessach ao rabino Michel Schlesinger, da Congregação Israelita Paulista, e a toda a comunidade judaica brasileira. Schlesinger é representante da Confederação Israelita do Brasil na promoção do diálogo inter-religioso entre judeus e católicos. Leia abaixo a mensagem de Odilo Scherer: “Agradeço a saudação de Páscoa e quero retribuir-lhe pessoalmente, com votos de feliz celebração da Páscoa – extensivos a toda a sua Comunidade. Nestes dias, em que celebramos também a nossa Páscoa, sinto-me profundamente unido à Comunidade Judaica, recordando as raízes comuns de nossa fé e tantos motivos que temos para estarmos juntos no diálogo e na ação por um mundo conforme Deus quer, para o bem de toda a comunidade humana. Saudação e votos de todo o bem!”. |
![]() A partir da esquerda: Jack Terpins, presidente do CJL, Odilo Scherer e Michel Schlesinger, durante encontro em São Paulo, em 2011. Foto: CJL. |
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Notícias da Comunidade Judaica
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