Cerca de 2 mil pessoas participaram neste domingo, em Ipanema, de um protesto da sociedade civil contra a vinda do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad para participar da Rio+20. Com o lema "O mundo sem direitos humanos é insustentável", a manifestação, promovida pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), teve a participação de representantes de movimentos negros, de movimentos de homossexuais, de membros da comunidade judaica e de outras comunidades religiosas. A Folha de S. Paulo destacou o protesto em sua primeira página. “Quisemos chamar a atenção, ao congregar todas as religiões, de que o diálogo é possível, contra o ódio”, disse o babalaô Ivanir dos Santos, presidente da CCIR. “O ódio religioso prejudica o meio ambiente, e Ahmadinejad representa o ódio. O desenvolvimento sustentável passa pelos direitos humanos”, acrescentou. Cláudio Nascimento, ativista do movimento LGBT, reclamou que a agenda da Rio+20 não inclua o assunto direitos humanos na pauta de negociação. E justificou: "A presença de Ahmadinejad vai contra a liberdade e contra um mundo sustentável". A vereadora Teresa Bergher (PSDB), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara Municipal do Rio, vai propor que Ahmadinejad se torne persona non grata na cidade. Os manifestantes no Rio destacaram que o protesto é contra a participação de Ahmadinejad na Rio+20 e não contra o povo do Irã. Em São Paulo, cerca de 400 pessoas participaram também no domingo de uma manifestação contra a vinda de Ahmadinejad. Na capital paulista, o ato, promovido pela Frente pela liberdade no Irã (FLI), também foi marcado pela diversidade, com a presença de representantes da Igreja Católica, da OAB, da Associação Brasileira de Liberdade Religiosa e Cidadania, da comunidade cigana, do hinduísmo, dos bahá’i, da umbanda e do candomblé, do movimento rapper, de professores universitários, de sobreviventes do Holocausto, de autoridades políticas e de dirigentes de entidades judaicas. "O Irã é o único país no mundo que enforca homossexuais na rua. Eles apedrejam as mulheres, perseguem os bahá'ís, uma minoria religiosa. Eu, como filho de iranianos e tendo parentes presos no Irã, preciso me manifestar contra Ahmadinejad", afirmou Flávio Rassekh, coordenador da FLI. "Ahmadinejad não devia ser convidado para evento nenhum. Estamos aqui para marcar a nossa indignação. Queremos deixar claro que nem todos concordam com a presença de um ditador em fóruns democráticos", declarou o presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo, Mario Fleck. Os eventos no Rio e em São Paulo tiveram grande cobertura de mídia, nacional e internacional: Globo News, Bom Dia Rio, Band, Época, Estadão, Folha (Rio), Folha (São Paulo), Terra (Rio), Terra (São Paulo), Terra (Argentina), Terra (Peru), Portal R7, Portal G1, CBN, AFP. Veja vídeo do protesto no Rio, feito por Denise Wasserman. | |||
![]() Panorama da manifestação no Rio. Foto: Denise Wasserman. ![]() Homossexuais participam da manifestação no Rio. Foto: Leonardo Goldfarb ![]() AfroReggae protesta no Rio contra a vinda de Ahmadinejad. Foto: Denise Wasserman. ![]() Comunidade judaica participa do protesto contra Ahmadinejad no Rio. Foto: Denise Wasserman. ![]() Panorama geral da manifestação em São Paulo. Foto: Divulgação. ![]() Faixa em São Paulo contra a presença de Ahmadinejad na Rio+20. Foto: Divulgação. ![]() Folha de S. Paulo destaca em sua primeira página o protesto no Rio. Reprodução. |
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Milhares protestam contra Ahmadinejad, com grande cobertura da mídia
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