1ª Parte
Estava evitando falar certas coisas em respeito a bisavó do Marcos. Só que diante de fatos novos surgidos me vejo obrigado a relatar conversas que tive com ele e que mostram o quanto era difícil a convivência dele com a senhora Luzia Ferreira Ramos, a sua tia Simone Cristian Ramos Carvalho, que propala pelos quatro cantos do mundo que vai me matar, e o amásio dela Oigres Sacramento Moraes. Contra eles e mais o individuo Djalma Ribeiro Ramos estou representando em Juízo.
Os acima citados associados ao falso advogado Willis Bastos, resolveram distorcer a verdade dos fatos e de forma criminosa agredir-nos moralmente.
O pior, segundo Willis Bastos propala pela rede social, o Marcos foi "morto por causa de seu envolvimento com traficantes e o crime organizado de Icoaraci". Mais grave ainda é que ele afirma que foi a própria bisavó do Marcos quem lhe narrou esses fatos.
São nojentas e imorais tais afirmações e até criminosas, já que morto não pode ser vítima de calúnia. "Art. 138, § 2º do CP: É punível a calúnia contra os mortos". Nesse caso, a família do morto, que é sua mãe, figura como vítima.
A bisavó só detinha a guarda provisória. Não possuía o pátrio poder. O Marcos tinha mãe, com quem já tinha manifestado o desejo de morar para sair do “inferno que era a casa da bisavó” onde não tinha paz, privacidade e ainda tinha que conviver até com “assassinos foragidos da Justiça”.
Vivia sobre constante pressão e, segundo suas próprias palavras, só tinha paz quando estava comigo ou com sua namorada, com quem pretendia casar e ir morar em Bragança.
Era discriminado por causa de seus amigos da Mega Bike, um grupo de jovens que tinha formado para passear de bicicleta e que se reuniam todas as noites na Praça da Bíblia.
Não podia ter nada que seus primos, filhos da Simone, sua tia, davam sumiço.
“Só tem gente falsa lá em casa” dizia ele. E não fui só eu que ouvi essas declarações do Marcos outros amigos dele também.
Quando conheci o Marcos ele era lavador de carros. Já tinha ralado muito como ajudante de pedreiro e entregando material de construção para uma estância. Nunca fez nada de errado, estudava e trabalhava. Não andava em festas, não bebia e nem fumava, gostava de hip-hop e de namorar.
Convidei para ele trabalhar comigo na New Order de carteira assinada. Trabalhou a título de experiência de abril a julho do ano passado, conforme pode ser constatado na RAIS. Em agosto passou a trabalhar como assistente na área jurídica da Missão Jovem, prestando serviços para Drª Marli Santos e o Dr. Alberto Franco, advogados com atuação no Fórum de Belém e que trabalham também para nossa ONG.
Sempre recebeu seus salários em dia e teve todas as contribuições sociais recolhidas, prova disso é que sua mãe e herdeira legal está com pedido de pensão em tramitação no INSS.
Tudo que ele me pedia, e eu podia, dava para ele. Ganhava em torno de R$ 1 mil por mês, fora o que sempre eu dava como gratificação. A entrada para compra de sua moto e as peças para equipar a mesma, roupas, a bicicleta que montou, e muito mais. Tudo fazia para agrada-lo porque ele merecia, pois me ajudava em tudo e cuidava da minha saúde, tendo inclusive me socorrido em algumas ocasiões em que precisei ser levado para um hospital.
Nossa relação era respeitosa, sincera, sem mentiras um para com o outro. Tínhamos, em raras ocasiões, desentendimentos por eu não concordar de ele ficar até tarde da noite na rua. Mesmo sabendo que estava com amigos, tinha medo de que algum mal viesse a lhe acontecer.
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