Queremos aqui esclarecer alguns tópicos com relação ao assassinato
de Marcos Carvalho, ocorrido em 15/11/2011 na Passagem Sueli, próximo da
Rodovia Transcoqueiro, quando pilotava sua moto, recém-adquirida.
Ocorre que familiares do Marcos, sua bisavó Luzia Carvalho,
sua tia Simone e um parente de nome Djalma, vêm maculando a imagem desse jovem
com afirmações mentirosas em que afirmam, sem provas, de que o mesmo foi morto
pelo crime organizado, traficantes, com os quais tinha envolvimento. Que Marcos
andava armado, se metia em falcatruas e outras práticas ilícitas, tudo sob
orientação nossa. Que ficava até altas horas da noite na rua andando com
marginais e com os quais praticava coisas erradas. Que o mesmo treinava tiro
com finalidades escusas.
Toda essa situação passou a existir a partir do momento que
esses familiares de Marcos começaram a se envolver com um falso advogado e que
também se diz líder sindical, conhecido como Willys Bastos, nosso desafeto, que
procura a todo custo atingir nossa imagem, com calunias, forjando documentos, e
instigando pessoas a prestarem falso testemunho contra nós.
Esse indivíduo, aproveitando-se da fragilidade de uma senhora
de quase 80 anos, a induz a fomentar o ódio e distorcer fatos, para nos
prejudicar, enlameando a memória do Marcos, que de vitima passou a ser o vilão
dessa história toda.
Primeiramente deixo aqui bem claro que, até onde é do meu
conhecimento, Marcos Aurélio Ramos Carvalho não era nenhum marginal ou estava
envolvido com pessoas desse tipo de conduta.
O Marcos trabalhava conosco, com carteira assinada e estava registrado
na RAIS. Sempre recebeu seus salários em dia, prova disso os contra-cheques,
por ele assinados, que se encontram em nosso poder. Todos os encargos sociais
foram recolhidos, o que assegurou a sua mãe e única herdeira, Silvana Carvalho,
pleitear junto ao INSS, pensão à qual tem direito.
Luzia Ferreira Ramos só possuía a guarda de Marcos, que
deixou de ter valor quando o mesmo completou a maioridade em 12/07/2011, o que
desobrigava ele a dar-lhe satisfação de qualquer ato seu, já que era maior de
idade, no entanto o fazia motivado pelo respeito e carinho que possuía por sua
bisavó.
As relações de amizade de Marcos eram com os garotos da
Equipe Mega Bike, uma turma de ciclistas criada por ele, com os quais saia para
passeios e não praticar atos criminosos como tenta sua bisavó, a tia e um encostado
na família afirmar.
Marcos
desde criança sofria de hiperactividade,
doença que se manifesta com um estado de irrequietude, excitação suprema e
infelicidade constantes. O que
o ajudou a superar a mesma foi sua participação no Break Dance, formas diferentes de danças improvisadas, seguimento da cultura Hip-hop, e que era sua grande
paixão. Tinha vários amigos com os quais se reunia na praça em frente ao
Mercado de São Brás, ou na da Bíblia, na Cidade Nova, onde os B-boys, como são
conhecidos seus adeptos, se encontravam para dançar.
Seu trabalho conosco era de nos
ajudar na produção dos eventos que fazíamos, como assistente. Também, auxiliava
os advogados para os quais presto serviços, sempre indo ao Fórum dar entrada de
petições, devolver processos, digitar petições ou fazer cobrança de honorários.
Nada de ilegal ou criminoso, como tenta afirmar sua bisavó. Aliás, por esses
serviços, Marcos também recebia. Em suas idas ao Fórum fez amizades com outros
advogados, promotores e até Juízes, que gostavam dele e o incentivavam a fazer
vestibular para o curso de direito.
Eu mesmo estava incentivando o Marcos
a fazer vestibular para direito e ia inscrevê-lo na UNAMA.
Marcos também era muito namorador,
não conseguia ficar só com uma garota, mesmo tendo uma namorada com quem,
sempre me dizia, queria casar e ter filhos.
Marcos não bebia, não fumava, não tinha
vícios. O que gostava mesmo era de se vestir bem, dançar, andar de bike, e
fazer sexo com as garotas. Se isso é crime, então muito jovem vai ter que ir
para cadeia.
Seu sonho era ter uma moto. Insistia
muito para que eu comprasse uma para ele ou lhe emprestasse o dinheiro. Acabei
cedendo a sua vontade e emprestei-lhe o dinheiro para que comprasse sua moto, o
que acabou sendo o móvel de sua morte.
Dei-lhe o dinheiro para que comprasse
a moto à vista e, não sei porque motivos acabou comprando-a em parcelas, em
nome de terceiros. Depois me disse que precisou emprestar esse dinheiro para o
amigo que sempre o ajudara, mas que esse tirara a moto para ele e ficaria
pagando as parcelas. Estamos de posse da documentação que comprova esse fato.
Algumas situações não foram devidamente
esclarecidas após a morte do Marcos. Cito aqui o fato do Luan, ter chegado à
cena do crime minutos após o mesmo ter ocorrido, e retirado a moto do Marcos do
local. Outro fato que precisa ser esclarecido é a mensagem de texto que o
Marcos recebeu no seu celular, 8221-5004, enviada do celular do Abílio Ferreira,
8337-4142, às 18:59 horas. Após receber a mensagem Marcos saiu às pressas na moto
e 10 minutos mais tarde estava morto com um tiro a queima roupa na testa.
Não quero aqui acusar ninguém, só
acho que detalhes são importantes para se esclarecer o assassinato do Marcos.
Na próxima quarta, 20, comparecerei a
DIOE acompanhado de promotores, onde irei esclarecer e comprovar os fatos aqui
narrados, já que foi aberto um inquérito nessa divisão policial a partir de
petição apresentada em Juízo, processo nº 0012013-11.2012.814.0401, 1ª Vara
Criminal de Belém, e assinada não por advogado, e sim por Luzia Ferreira Ramos,
Simone Cristian Ramos Carvalho e Djalma Ribeiro Ramos. Aliás por terem
postulado em Juízo, o que é ato privativo dos profissionais do direito, os
mesmos responderão a processo por essa pratica ilícita.
Finalizando, por enquanto, esclareço
que o Marcos nunca participou de nenhum treinamento de tiro, fez sim, uma
visita ao Stand de Tiro do IESP em Marituba, na manhã do dia 11/09/2011, um
domingo, em minha companhia. Não fez disparos de arma de fogo, apenas por
curiosidade conheceu como é a postura de um atirador. Marcos esteve lá como
visitante, já que não era atleta de tiro e muito menos possuía CR. Foi somente
essa vez que lá esteve nunca mais retornando ou mantendo qualquer contato com
pessoas ligadas a essa prática esportiva. Nunca teve armas e nem manifestou
intenção de tê-las. Se por acaso Marcos andasse armado, como diz sua bisavó,
teria reagido aos seus executores e talvez o desfecho dessa história fosse
outra.
Voltaremos ao assunto novamente,
esclarecendo algumas situações e publicando farta documentação.

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