domingo, 14 de junho de 2015

O ESCOTISMO NO PARÁ

No Pará o escotismo só teve três grandes lideres. Benjamin Sodré, Chefe Castelo e Chefe Adonai. 


Benjamin de Almeida Sodré


Benjamin de Almeida Sodré (Mecejana, CE, nasceu em 10 de abril de 1892 — Rio de Janeiro, faleceu em 1 de fevereiro de 1982) foi um escoteiro e um futebolista brasileiro que ficou conhecido como “Mimi Sodré”. Campeão em 1910 e 1912, pelo Botafogo. Em 1912, também foi artilheiro do certame, com 12 gols.

Filho de Lauro Nina Sodré e Silva e que mais tarde se tornaria um personagem muito importante na história do Escotismo brasileiro. Curiosamente, Benjamin Sodré, que mais tarde seria conhecido pelos escoteiros como “O Velho Lobo”, teve em sua vida muitas passagens e características semelhantes às de Robert Baden-Powell.

Ainda criança mudou-se para o Rio de Janeiro e depois de terminar seus estudos secundários prestou concurso para admissão na Escola Naval sendo aprovado em primeiro lugar. Fez brilhante carreira na Marinha Brasileira, sobrevivendo ao naufrágio do rebocador Guarani, em 1913 e chefiando a Comissão Naval Brasileira durante a II Guerra Mundial. Tornou-se almirante em 1954.

O Velho Lobo, assim como o fundador Baden-Powell, tinha uma série de talentos e interesses diferentes. Foi professor de astronomia, navegação e história da Escola Naval, publicou diversos trabalhos,  foi jogador de futebol, ponta esquerda do time do América-RJ, do Botafogo e da Seleção Brasileira de Futebol entre 1910 e 1916. Foi Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil (1953-1954).

Desde que entrou em contato com o Movimento Escoteiro tornou-se um grande seguidor dos ideais de Baden-Powell, participando da fundação e organização dos Escoteiros do Mar, o primeiro Grupo Escoteiro de Belém, a Federação de Escoteiros paranaenses, entre outros. Escreveu o “Guia do Escoteiro” de 1925, uma das mais importantes obras do Escotismo brasileiro.

Os escoteiros do Brasil nesse período eram divididos em diversas federações e não constituíam uma unidade central. Desta forma, O Velho Lobo teve papel fundamental na idealização e criação da União dos Escoteiros do Brasil, a UEB, reunindo as quatro primeiras federações (a Federação de Escoteiros Católicos do Brasil, Federação Brasileira de Escoteiros do Mar, Federação dos Escoteiros do Brasil e Federação Fluminense de Escoteiros).

Foi honrado com uma série de títulos, entre eles o de Cidadão Honorário do Rio de Janeiro e outros Estados e medalhas de mérito, presidindo a Ordem do Tapir de Prata, a mais alta condecoração do Escotismo brasileiro.

Faleceu em 1 de fevereiro de 1982, pouco mais de dois meses antes de completar 90 anos. Atualmente vários Grupos Escoteiros, ruas e espaços municipais levam o nome de Almirante Benjamin Sodré, em sua homenagem. Os Escoteiros do Brasil que completam 50 anos de bons serviços para a instituição são reconhecidos com a “Medalha Velho Lobo”, em referência e homenagem a Benjamim Sodré.


Gonçalo Lagos Castelo Branco Leão

Chefe Castelo nasceu na cidade de Belém do Pará no dia 22 de abril de 1907. Foi casado com a Sra. Zaíra da Silva Pereira, com quem conviveu por mais de 40 anos, sem que houvesse o nascimento de filhos.

Militar por imensa intenção galgou inúmeros postos do Exército Brasileiro, chegando à alta patente de General de Brigada, com extraordinários serviços prestados ao Brasil.

Bacharelou-se em Direito, em 1940, pela Faculdade de Direito do Pará. Por ser militar de carreira não exerceu a advocacia, mas utilizou seus conhecimentos para melhor se relacionar com seus dirigentes, pares e, principalmente, os jovens escoteiros.

Funda em 23 de abril de 1929, a Federação Paraense de Escotismo (FPE) e cria, em 1933, a Associação Benjamim Sodré, em referência ao amigo Benjamin Sodré, principal fundador do Escotismo no Pará. Tudo isto ao lado de abnegados cidadãos devotados ao escotismo no Estado.

Prossegue, então, a trajetória de um dos maiores educadores da infância e da adolescência no Pará, preparando garotos e jovens para servir a Deus, à Humanidade e à Pátria com solidariedade, amor ao próximo e civismo.

Com o propósito de dar continuidade a sua grandiosa obra de trabalho, coragem, lealdade e honradez, desvincula-se, em 1949, da Confederação Brasileira de Escotismo de Terra.

E, no dia 12 de novembro de 1949, funda, com vários trabalhadores do bem, a Federação Educacional Infanto-Juvenil (FEIJ), cultivando os mais sadios princípios morais de camaradagem, lealdade a autodisciplina, formando uma grande geração de Seres Humanos de Bem que se espalham por todo esse imenso Brasil.

Deixou o convívio humano, fisicamente, no dia 26 de abril de 1977 , aos 70 anos de idade, na cidade de Belém do Pará.

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