França condena o Vaticano por
relacionar homossexualidade e pedofilia
Ao defender celibato cardeal chileno atacou os homossexuais


A França condenou a relação entre pedofilia e homossexualidade que há alguns dias o número dois do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, fez no Chile em função dos escândalos de abusos sexuais que abalam a Igreja Católica.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da França, Bernard Valéro, ao ser indagado sobre a posição da França ante essas declarações, afirmou:
- É um amálgama inaceitável que condenamos.
Bertone, secretário de Estado do Vaticano, disse na última segunda-feira (12), em Santiago do Chile, que o Vaticano tomará novas iniciativas supreendentes contra a pedofilia.
O cardeal afirmou que a pedofilia entre os sacerdotes tem mais a ver com a homossexualidade do que com o celibato. Bertone afirmou:
- Muitos psicólogos, muitos psiquiatras, demonstraram que não há relação entre celibato e pedofilia, mas muitos outros comprovaram, e me disseram recentemente, que há relação entre a homossexualidade e a pedofilia. Isto é verdade, este é o problema.
Suas declarações causaram enérgicos protestos.
Autoridades, médicos e movimentos de defesa de grupos homossexuais no Chile pediram a Bertone que prove essas ligações da homossexualidade com a pedofilia. O senador democrata-cristão Patricio Walker afirmou:
- Eu não tenho essa opinião, gostaria de conhecer os estudos científicos que ele diz ter. Tenho uma grande estima pelo cardeal Bertone, mas tenho a sensação que neste caso ele está equivocado.
O líder do Movimento de Integração e Libertação Homossexual (Movilh), Rolando Jiménez, também exigiu que o cardeal mostrasse provas que justifiquem suas afirmações.
Especialistas também descartaram a ideia. A professora da Universidade do Chile Tamara Galleguillos disse:
- Não me parece possível pensar que haja uma relação direta entre a homossexualidade e a pedofilia.
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