domingo, 27 de janeiro de 2013

O livre-arbítrio





Não vou entrar no campo filosófico, deixo isso para profundo conhecedores como os amigos Ulisses Vasconcelos e Pedrosa Neto.


O que pretendo expor é meu entendimento sob a questão do livre-arbítrio, que quer dizer, o juízo livre, a capacidade de escolha pela vontade humana entre o bem e o mal, entre o certo e o errado, conscientemente conhecidos.


Livre-arbítrio é a condição que Deus dá ao homem para agir e ser livre, com capacidade para fazer as suas próprias escolhas, inclusive aquelas que não estão de acordo com a vontade divina. O Eterno tem poder para impedir que o homem faça o bem e o mal, no entanto deixa o caminho livre, cabendo ao homem decidir, sendo ele responsável por seus próprios atos.


Essa liberdade de agir e ser livre, com capacidade para fazer as suas próprias escolhas é o esteio da relação entre o homem e Deus, ao longo da história da humanidade, e se concretizará no dia do Juízo Final.


Aliás, o que para a religião é mistério, aos olhos do homem que busca sabedoria nas Sagradas Escrituras, não existem mistérios, e sim revelações, que surgem ao seu tempo e de acordo com a vontade divina.

Deus nos dá uma amostra bem clara de como será o julgamento final quando julga Adão, Eva e a serpente.

A sentença é o desterro para um mundo por ele amaldiçoado onde com muito trabalho e sofrimento o homem teria que viver (Genesis 3, 17-19).  O homem foi desterrado da presença de Deus para formar a humanidade, cujo resultado é todos nós.


Imaginemos então qual será a sentença no dia do Juízo Final aos desterrados humanos que não souberam conduzir suas vidas da melhor forma possível, no uso de seu livre arbítrio, transformando-se em serpentes, vivendo toda espécie de mentira.


Sim, mentira, porque mentir não é só falar o que não existe ou aconteceu. Mentir é enganar, trair, amaldiçoar, corromper almas, matar, roubar, ou seja, tudo que vai ao encontro da santidade, exigência para se estar na presença de Deus.


O livre-arbítrio me permite escolher entre o que é certo, justo, verdadeiro e praticar isso em minha vida. Também me permite o oposto, onde determino escolhas erradas e tomo atitudes injustas.

Adão foi covarde em não assumir sua escolha e ainda achou que podia manipular Deus, colocando sobre Ele a culpa de sua desgraça: "Foi a mulher que Tu me deste por companheira que me deu do fruto da árvore, e eu comi" (Genesis 3,12).


Adão fez a escolha errada. Não posso fazer como ele e errar em minhas decisões, para que não venha a ter que sofrer, muitas vezes nessa vida mesmo, pelos atos errôneos que pratiquei. E o pior virá depois, no dia do Juízo Final, quando darei contas de meus atos e, se não estiverem em acordo com o plano divino, irei para o desterro eterno, onde a misericórdia e o perdão, que não soube usar em vida, de nada me servirão lá, pois a sentença de Deus é irrevogável.

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