sábado, 5 de outubro de 2013

Essa é a minha opinião


Aderir a um partido político é um ato livre, que deve ser consciente e, como tal, um ato responsável. Sair de um partido político é fácil e não tem custos. Manter-se militante de um partido político implica disponibilidade de participação cívica e capacidade de entendimento do que é uma organização humana, produtora de ideias e projetos, e de preparação e escolha de gestores de poder.
Não me parece, por isso, que fazer parte de um partido político seja algo de transcendente ou limitativo do que quer que seja, ainda que perceba – e como eu percebo – que é muitas vezes difícil suportar determinados atropelos aos valores, princípios e práticas que suscitaram a adesão partidária.
De qualquer modo a questão fundamental está no entendimento superior de que um partido político deve implicar a participação leal numa “comunidade moral” e quando se entende que não é possível integrar essa mesma comunidade então só há um caminho: sair.
Não percebo como se pode ser militante de um partido combatendo esse partido. O que aconteceria se um jogador fosse para o campo e, numa competição dura e renhida, decidisse rematar deliberadamente contra a sua própria baliza, fossem quais fossem as razões.
Não entendo como é possível alguém afirmar-se como militante de um partido e assumir-se publicamente contra ele – isso representa a mais elementar violação do dever de lealdade (uma lealdade decorrente de uma vontade livremente assumida) e revela uma inequívoca falta de integridade.
Fico estupefacto com atitudes e afirmações de cidadãos inteligentes e politicamente adultos que reagem, em tempos eleitorais, determinados por ódios pessoais (?) que inclusivamente implicam o seu suicídio político. Será que mais alguma vez inspirarão confiança em alguém? Será que não estão a protagonizar a incoerência e a desonestidade intelectual que tantas vezes aparecem a criticar nos outros?

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