"NADA TENHO A ESCONDER. NADA TEMO POIS TENHO A VERDADE COMIGO."
Professor Mário Sérgio
A verdade não se constrói com mentiras, pois sua essência não se fundamenta em quimeras. Eu tenho aqui buscado a verdade com base na realidade dos fatos e, perfeitamente embasada em provas testemunhais e documentais.
Nada tenho a esconder, principalmente com relação ao passado, pois sei muito bem o que fiz e porque fiz. Não me arrependo, pois apenas cumpri com meu dever, sempre colocando os interesses da minha Pátria acima dos meus interesses pessoais.
O Bruno Costa e sua família resolveram partir para uma agressão moral contra minha pessoa, tudo com um único objetivo que é mascarar a verdade, fazendo com que ele se torne vitima, e não o vilão da história.
Estou seguro de que se algum erro cometi, foi o de confiar nesse indivíduo, que conseguiu subestimar minha inteligência, usando de astucia e outros métodos, que prefiro no momento não me referir.
Vou abordar aqui fatos que estão narrados em minha autobiografia, dividida em três livros ainda não lançados, no caso especifico o último deles, intitulado “A Sombra do Sistema”.
Nele narro o fato de minha prisão pela Polícia Federal acusado de ter participado da tortura de um estudante, dentro das dependências do QG do Exército em Belém.
Esse fato foi devidamente investigado, e posteriormente encaminhado ao MPF, que entendeu que deveria ser enviado a Justiça Estadual, onde após sua tramitação fui absolvido.
Eu nunca neguei que trabalhei para vários órgãos de segurança do regime militar, dentre esses destaco o DOI-CODI, CENIMAR e SNI. Em nenhum deles cometi qualquer ato que um dia viesse a me envergonhar ou ficar de consciência pesada.
Fiz o que sabia ser o certo e jamais ultrapassei os limites da lei e da ordem estabelecidas.
Quando a ala radical do regime resolveu agir contra a abertura política do presidente Figueiredo promovendo ataques terroristas, dos quais destacamos a carta-bomba enviada a OAB e a que explodiu no Rio Centro, fiquei temeroso com o que ainda poderia vir a acontecer.
Em Belém, bancas de revistas foram explodidas, igrejas e livrarias metralhadas. Vivíamos momentos de muita tensão e medo.
Fui chamado para participar de uma das operações que tinha como alvo o Bar do Parque, ponto de encontro da esquerda intelectual na época. Se detonada, essa bomba causaria a morte de muitas pessoas inocentes, que o único crime era o de querer a democracia.
Foi muita pressão e acabei por cair fora e fui pedir ajuda a deputados da oposição. A partir desse momento eu corria risco de vida, pois era um arquivo vivo da ditadura, não só em nosso Estado, como no Brasil, e poderia por em risco todas as operações planejadas para desestabilizar a abertura política e endurecer o regime.
Fui treinado para várias operações, sabia como lidar com situações de extremo perigo e conhecia muito bem como agiam meus ex-colegas da comunidade de segurança.
Aliás, eu era melhor que eles. Fui muito bem preparado no Panamá e em Israel. Minha área de atuação era a contra inteligência, ou seja, atividades que buscavam neutralizar, ou até mesmo contra atacar as atividades de inteligência utilizando, entre outras, técnicas de desinformação.
Também fazia o que chamávamos de trabalho sujo, só que no sentido de atingir políticos de oposição criando situações que os levaria a ruína moral.
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| Foto: Certidão de Primariedade (ela prova que nunca tive nenhuma sentença penal transitada em julgado). |
(continua)

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