A Folha de S.Paulo, em editorial, pede rapidez no impeachment:
“Com
hesitações e tropeços, a Presidência interina de Michel Temer logrou
recuperar certa estabilidade, para o que terá contribuído sua cautela em
submeter, desde já, projetos de grande carga polêmica ao Congresso.
Um
mesmo compasso de espera, embalado por expectativas mais otimistas na
sociedade, caracteriza o ambiente econômico. Ainda que persistam as
fragilidades de origem do atual governo, previsões catastrofistas
parecem estar descartadas.
Um quadro de ingovernabilidade,
protestos exacerbados e corrosão da equipe no poder em decorrência da
Lava Jato não se verificou – ainda que as investigações de corrupção em
curso se caracterizem por notória imprevisibilidade…
Ressalte-se
que o afastamento legal de um presidente da República comporta duas
dimensões, a jurídica e a política. Conceda-se a Dilma Rousseff, em
benefício da dúvida, que tenha agido de boa-fé quando praticou fraude
orçamentária; ainda assim, seu calamitoso governo foi repudiado por dois
terços da população e deposto em processo que seguiu os devidos
trâmites constitucionais.
É quase certa a aprovação do relatório
Anastasia no Senado. Dilma Rousseff teve fartas oportunidades de defesa.
Agora, cabe-lhe sair de cena e esperar que o julgamento da história não
venha a ser tão implacável como se prenuncia”.
Fonte: O Antagonista
Fonte: O Antagonista